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	<title>Direito Constitucional Americano</title>
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	<description>“Integrity is the key to understanding legal practice&#34;.  Ronald Dworkin</description>
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		<title>National Association for Advancement of Colored People vs. Alabama, Ex Rel. Patterson, 347 U.S 449 (1958)</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 20:07:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No curso de um processo entre a National Association for Advancement of Colored People (Associação Nacional para o Progresso da População Negra) e o Estado do Alabama, em que o procurador-geral do Estado alegava que a NAACP tinha violado uma &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2012/01/20/national-association-for-advancement-of-colored-people-vs-alabama-ex-rel-patterson-347-u-s-449-1958/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=211&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No curso de um processo entre a <em><a href="http://www.naacp.org/">National Association for Advancement of Colored People</a> </em>(Associação Nacional para o Progresso da População Negra) e o Estado do Alabama, em que o procurador-geral do Estado alegava que a NAACP tinha violado uma lei estadual que exigia a qualificação de pessoas para que pudessem iniciar qualquer tipo de negócio no estado, um tribunal, a pedido estado, ordenou a NAACP a divulgar uma lista com os nomes de todos os seus empregados, diretores, colaborares e membros associados, a fim de averiguar se todos eram ou tinham sido qualificados. De fato, as autoridades do Alabama desejavam evitar as atividades da NAACP em seu território ou mesmo impedir a continuação das já porventura iniciadas, devido a vários acontecimentos ocorridos contra as políticas segragacionistas praticas no estado. Tanto que, no processo, alegaram que a NAACP estivera diretamente envolvida em um famoso protesto político, ocorrido em 1955, conhecido como <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Montgomery_Bus_Boycott">Montgomery Bus Boycott</a></em>, mais precisamente um boicote ao sistema de transporte da cidade de Montgomery como crítica à política de segregação racial no sistema de transporte público estadual. Alegaram também o constante apoio que a NAACP vinha dando a estudantes negros que pleiteavam suas admissões na universidade estadual, e a responsabilizavam pelos tumultos, prisões e danos ao patrimônio público ocorridos devido aos protestos estudantis. A NAACP respondeu alegando que a lei estadual referida não se aplicava a associações como a NAACP e que o real intuito do Estado do Alabama ao mover a ação era o de restringir os direitos constitucionais às liberdades de expressão e associação dos membros e da associação como um todo. Como alternativa, a NAACP aceitou qualificar seus membros, desde que a ordem para a divulgação dos nomes dos seus associados fosse revogada. O tribunal não aceitou a proposta. A NAACP se recusou, então, a cumprir a ordem quanto à divulgação dos nomes dos seus membros associados, alegando o receio de que, uma vez divulgados os nomes, seus membros poderiam passar a sofrer assédios e intimidações, como já havia ocorrido tempos antes em outros estados. Diante do não cumprimento da ordem, o tribunal condenou a NAACP por desobediência judicial, multando-a inicialmente em U$ 10.000, e julgando o caso a favor do Estado do Alabama. A NAACP recorreu então à Suprema Corte norte-americana, alegando que a ordem que a compelia a divulgar uma lista contendo os nomes dos seus associados violava a cláusula do devido processo legal da Décima Quarta Emenda à Constituição Federal norte-americana, sendo, além disso, injustificada, uma vez que o Estado do Alabama não precisava realmente saber quem seriam os membros associados a NAACP.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2012/01/06lg.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-213" title="06lg" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2012/01/06lg.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A Corte estava diante da seguinte questão: pode o poder público compelir uma organização política a divulgar os nomes dos seus membros?</p>
<p style="text-align:justify;">A resposta da Corte foi NÃO. A Corte, por meio do juiz <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Marshall_Harlan_II">John Marshall Harlan II</a>, decidiu que, se a divulgação dos nomes dos membros de uma expressiva organização pudesse pôr em risco suas liberdades de associação e expressão, então o poder público não pode compeli-la a tanto. A cláusula do devido processo legal da Décima Quarta Emenda à Constituição norte-americana inclui as liberdades de associação e expressão, ambas necessárias, segundo a Corte, à defesa efetiva das causas que uma organização, como a NAACP, defende. Obrigar esse tipo de organização a divulgar os nomes dos seus associados poderia comprometer essas liberdades da associação e dos próprios membros individualmente considerados, uma vez que possibilitaria expô-los a represálias por suas crenças e pelo o que defendem. A NAACP provou que a divulgação dos nomes de seus associados em outros estados fez com que eles fossem colocados em listas negras, demitidos e ameaçados. Sob essas circunstâncias, compelir a NAACP a divulgar os nomes dos seus associados reduziria as liberdades de expressão e associação do grupo e de cada um deles, afirmou a Corte. O Estado do Alabama, por outro lado, não demonstrou um motivo suficiente para justificar essa consequência restritiva aos direitos constitucionais da NAACP e de seus associados. A NAACP estava disposta a divulgar apenas os nomes dos seus diretores e empregados. Além disso, a NAACP, constatou a Corte, não estava usando esse argumento como artifício para obter imunidade perante uma investigação a ser feita pelo poder público.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse caso ilustra o procedimento que a Suprema Corte norte-americana usa para analisar ações do poder público que envolvem ameaças a direitos fundamentais. Esse tipo de caso geralmente envolve a aplicação de uma análise minuciosa, que a Corte chama de <em>strict scrutiny</em>. Sob a análise de <em>strict scrutiny</em>, para a Corte, deve haver um interesse público suficientemente justificado para a restrição de direitos constitucionais a fim de pôr em prática alguma meta ou finalidade pública. Ou seja, significa que, se o interesse almejado pelo Estado puder ser realizado por meios menos restritivos, então ele é injustificado e, portanto, inconstitucional. Se, porém, não houver outro meio menos restritivo, então, a Corte considera-o como justificado e, assim, constitucional.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos argumentos utilizados pelo Estado do Alabama para sustentar sua posição foi a decisão em <em>Bryant vs. Zimmerman</em>, de 1929, em que a Suprema Corte declarou constitucional uma lei promulgada pelo Estado de Nova York que exigia a divulgação de listas de membros de organizações que exigiam promessas formais de lealdade. Contudo, o juiz Harlan afirmou que o caso <em>Bryant</em> não poderia ser resgatado para o caso presente, tendo em vista que, naquele, a organização tinha natureza violenta e propósitos discriminatórios. Tratava-se da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ku_Klux_Klan">Ku Klux Klan</a>, que se recusava a dar informações às autoridades sobre seus locais de atividades. O juiz Harlan esclareceu que, em <em>Bryant,</em> a ordem para que a Ku Klux Klan divulgasse os nomes dos seus membros era necessária, o que não ocorria no presente caso.</p>
<p style="text-align:justify;">O juiz Harlan reconhecia que as duas legislações eram muito semelhantes em seus propósitos. Contudo, acreditava também que ambas eram amplas demais. Elas tinham uma amplitude excessiva (<em>overbreadth</em>), e isso as tornaria inaplicáveis em algumas circunstâncias. Nas palavras do juiz Harlan, repetidas quase sempre nos casos semelhantes e posteriores julgados pela Suprema Corte, “o objetivo do Estado de controlar ou evitar atividades constitucionalmente sujeitas à regulamentação não pode ser realizado por meio de significados amplos o bastante para invadir o âmbito das liberdades protegidas”. Com isso, a Corte afirmou que esse tipo de legislação não pode ser aplicada a toda e qualquer organização ou em toda e qualquer circunstância. Ou seja, a constitucionalidade desse tipo de legislação depende da forma como ela é interpretada, o que, nos dois casos, dependeu de a quem ela era aplicada. Essa técnica, conhecida como <em>overbreadth doctrine,</em> foi amplamente usada durante os anos em que a Suprema Corte norte-americana foi presidida por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Earl_Warren">Earl Warren</a> (1953-1969). Tempos depois, ela sofreu várias modificações e restrições. Mas essa técnica é geralmente utilizada para se estabelecerem exceções para a aplicação de determinadas leis. Normalmente, um litigante alega que a lei é inconstitucional “como aplicada” a ele. O litigante convence o juízo, e esse separa os aspectos inconstitucionais da lei, invalidando suas aplicações “inapropriadas”.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em><a href="http://www.law.cornell.edu/supct/html/historics/USSC_CR_0357_0449_ZO.html">NAACP vs. Alabama</a> </em>foi julgado em 30 de junho de 1958, e decidido à unanimidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, o Reverendo Martin Luther King Jr. sendo preso na cidade de Montgomery, Alabama, em 1958, devido ao <em>Montgomery Bus Boycott.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/05/12/brown-vs-board-of-education-347-u-s-483-1954-%e2%80%9cbrown-i%e2%80%9d-e-brown-vs-board-of-education-349-u-s-294-1955-%e2%80%9cbrown-ii%e2%80%9d/sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=211&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Loving vs. Virginia, 388 U.S. 1 (1967)</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 00:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Individuais]]></category>
		<category><![CDATA[Igual Proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
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		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No caso Pace vs. Alabana, julgado em 1883, a Suprema Corte norte-americana declarou constitucional uma lei do Estado do Alabama que punia com maior severidade a prática sexual inter-racial. Tendo em vista que os praticantes da relação sexual recebiam a &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/08/12/loving-vs-virginia-388-u-s-1-1967/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=147&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No caso <em>Pace vs. Alabana</em>, julgado em 1883,  a Suprema Corte norte-americana declarou constitucional uma lei do Estado do Alabama que punia com maior severidade a prática sexual <em>inter-racial</em>. Tendo em vista que os praticantes da relação sexual recebiam a mesma punição, não havia, sustentava a Corte, violação à Cláusula da Igual Proteção da Décima Quarta Emenda. Tal entendimento tornou-se conhecido por “igual discriminação” ou “exceção igual à igual proteção”. Em <em>Shelley vs. Kraemer</em>, julgado em 1948, a Suprema Corte recusou-se a aplicar o precedente firmado em <em>Pace</em>. Anos mais tarde, tornou-se evidente a inconsistência de <em>Pace</em> face ao princípio da não-discriminação, enunciado em <em>Brown vs. Board of Education</em>, de 1954.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/08/loving3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-148" title="loving3" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/08/loving3.jpg?w=250&#038;h=300" alt="" width="250" height="300" /></a>Richard Perry Loving, um homem branco, e Mildred Jeter, uma mulher negra, para esquivarem-se da “lei antimiscigenação” do Estado da Virgínia, a <em>Racial Integrity Act</em>, de 1924, que proibia e punia a união inter-racial, resolveram se casar no Distrito de Colúmbia. Ao retornarem àquele Estado, foram condenados e sentenciados a um ano de prisão. A sentença, contudo, poderia ser suspensa sob a condição de que o casal deixasse a Virgínia.  Mudaram-se então para o Distrito de Colúmbia, onde ajuizaram uma ação para desconstituir a referida decisão. Na década de 1960,  a Virgínia era um dos dezesseis Estados do sul dos Estados Unidos que adotavam tais leis.</p>
<p style="text-align:justify;">A Suprema Corte norte-americana declarou inconstitucional a lei estadual por entender que estabelecia uma classificação racial proibida pela Cláusula da Igual Proteção da Décima Quarta Emenda. “Sob a nossa Constituição”, afirmou o presidente Earl Warren, “contrair ou não contrair matrimônio com uma pessoa de outra raça é uma liberdade do indivíduo e não pode ser infringida pelo Estado”. Com essa decisão, a Corte anulou <em>Pace</em>, e pôs fim a restrições legais ao casamento baseadas na raça.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em>Loving </em>foi julgado em 12 de junho de 1967, e decidido à unanimidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, o casal Richard Perry Loving e Mildred Jeter.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/05/12/brown-vs-board-of-education-347-u-s-483-1954-%e2%80%9cbrown-i%e2%80%9d-e-brown-vs-board-of-education-349-u-s-294-1955-%e2%80%9cbrown-ii%e2%80%9d/sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=147&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Lawrence vs. Texas, 539 U.S. 558 (2003)</title>
		<link>http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/08/11/104/</link>
		<comments>http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/08/11/104/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 22:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Gays]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 11 de setembro de 1998, John Geddes Lawrence, 60 anos, e Tyron Garner, 30 anos, foram encontrados praticando sodomia, quando o xerife Joseph Quin entrou no apartamento daquele, localizado no subúrbio de Houston, capital do Texas, após receber do &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/08/11/104/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=104&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:justify;">Em 11 de setembro de 1998, John Geddes Lawrence, 60 anos, e Tyron Garner, 30 anos, foram encontrados praticando sodomia, quando o xerife Joseph Quin entrou no apartamento daquele, localizado no subúrbio de Houston, capital do Texas, após receber do vizinho de Lawrence, Roger David Nance, falsa denúncia de que teria ocorrido troca de tiros no local. Nance confessou ter mentido e passou 15 dias detido.</p>
<p style="text-align:justify;">Lawrence e Garner foram presos em flagrante por violarem a lei anti-sodomia do Estado do Texas, e libertados após pagarem fiança de 200 dólares.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/08/lawrence.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-105" title="Lawrence" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/08/lawrence.jpg?w=640" alt=""   /></a>Condenados em primeiro grau à pena de multa, recorreram à Corte Criminal do Texas, perante a qual requereram a rejeição das acusações, sustentando a inconstitucionalidade da lei texana com base na Cláusula da Igual Proteção da Décima Quarta Emenda, argumento não acolhido pela Corte.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2001, pediram revisão pela Corte de Apelações Criminais do Texas, que a indeferiu.<br />
O caso chegou à Suprema Corte norte-americana, perante a qual os requerentes foram defendidos por <a href="http://www.law.harvard.edu/faculty/directory/index.html?id=74" target="_blank">Laurence Tribe</a>, advogado e professor de Direito Constitucional em Harvard.</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria, formada por 6 juízes, rejeitou a fundamentação do caso <em><a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/12/06/bowers-vs-hardwick-478-u-s-186-1986/" target="_self">Bowers vs. Hardwick</a></em>, de 1986, pela qual a condenação das relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo era uma velha e difundida “tradição” norte-americana. Na decisão, redigida pelo juiz Anthony Kennedy, citou-se a descriminalização da sodomia em outros países, como Inglaterra, para demonstrar que a visão ocidental sobre o homossexualismo havia mudado. Kennedy afirmou também que os casos mais recentes sobre o direito à privacidade, Planned Parenthood of Southeastern vs. Casey, de 1992, e <em><a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/12/20/romer-vs-evans-517-u-s-620-1996/" target="_self">Romer vs. Evans</a></em>, de 1996, enfraqueceram os argumentos de <em><a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/12/06/bowers-vs-hardwick-478-u-s-186-1986/" target="_self">Bowers</a></em>. O juiz Antonin Scalia, autor do principal voto dissidente, e conhecido como um conservador originalista e textualista, declarou lamentar que “a Corte tenha tomado partido na guerra cultural”.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em>Lawrence</em> foi julgado no dia 26 de junho de 2003, e decidido por 6 votos contra 3.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, os requerentes Tyron Garner e John Geddes Lawrence.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a title="Sistema de Referencia Oficial às  Decisões Judiciais Norte-americanas" href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/11/07/nota-sobre-o-sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas/" target="_self">aqui</a>.</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/104/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=104&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lawrence</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Engel vs.Vitale, 370 U.S. 421 (1962)</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 21:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos casos Everson vs. Board of Education of Ewing Township (1947), Illinois ex rel. McCollum vs. Board of Education (1948) e Zorach vs. Clauson (1952), a Suprema Corte norte-americana afirmou que a Establishment Clause da Primeira Emenda, ao proibir o &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/08/11/engel-vs-vitale-370-u-s-421-1962-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=94&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Nos casos <em>Everson vs. Board of Education of Ewing Township</em> (1947), <em>Illinois ex rel. McCollum vs. Board of Education</em> (1948) e <em>Zorach vs. Clauson</em> (1952), a Suprema Corte norte-americana afirmou que a <em>Establishment Clause</em> da Primeira Emenda, ao proibir o estabelecimento de uma religião oficial no país, prezava pela separação entre Igreja e Estado. Entretanto, não se sabia quão nítida deveria ser tal separação. Em 1952, a Corte negou-se a se manifestar no caso <em>Doremus vs. Board of Education</em>, no qual se questionava a constitucionalidade da imposição da leitura da Bíblia em escolas públicas. Somente nove anos depois a Corte aceitou enfrentar um caso semelhante, <em>Engel vs. Vitale</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-style:normal;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/08/vitale.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-97" title="Vitale" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/08/vitale.jpg?w=640" alt=""   /></a>A </span><a href="http://www.aclu.org/" target="_blank"><span style="font-style:normal;"><em>American Civil Liberties Union</em></span></a><span style="font-style:normal;"> [União Americana em prol das Liberdades Civis] reuniu em uma ação dez pais de estudantes de escolas públicas com o propósito de sustentar a inconstitucionalidade da imposição da oração “Almighty God” [Deus Todo-Poderoso], autorizada pelo Estado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-style:normal;">Várias entidades religiosas peticionaram em defesa dessa tese na condição de </span><span style="font-style:normal;"><em>amicus curiae</em></span><span style="font-style:normal;">, como a </span><span style="font-style:normal;"><a href="http://www.aeu.org/" target="_blank"><em>American Ethical Union</em></a> [União Americana em favor da Ética]</span><span style="font-style:normal;">, </span><span style="font-style:normal;"><a href="http://www.ajc.org/" target="_blank"><em>American Jewish Committee</em></a> [Comitê Judaico Americano]</span><span style="font-style:normal;"> e </span><span style="font-style:normal;"><a href="http://www.britannica.com/EBchecked/topic/578217/Synagogue-Council-of-America" target="_blank"><em>Synagogue Council of America</em></a> [Conselho Americano de Sinagogas]</span><span style="font-style:normal;">. O principal argumento era o de que qualquer obrigação religiosa imposta pelo Estado viola a Primeira Emenda, pois se estaria, assim, endossando uma religião específica.</span></p>
<p style="text-align:justify;">O juiz Hugo Black, escrevendo em nome de uma maioria, decidiu que a utilização de escolas públicas para promover a referida oração era “uma prática totalmente inconsistente face à <em>Establishment Clause</em>”. Afirmou igualmente não exigir a Constituição que os valores religiosos sejam abolidos da vida pública, o que, entretanto, não autoriza as escolas a patrociná-los.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em>Engel</em> foi julgado em 25 de junho de 1962, e decidido por 7 votos contra um.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, crianças de uma escola pública em New Hyde Park, Nova York.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=94&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vitale</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Brown vs. Board of Education, 347 U.S. 483 (1954) (“Brown I”) e Brown vs. Board of Education, 349 U.S. 294 (1955) (“Brown II”)</title>
		<link>http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/05/12/brown-vs-board-of-education-347-u-s-483-1954-%e2%80%9cbrown-i%e2%80%9d-e-brown-vs-board-of-education-349-u-s-294-1955-%e2%80%9cbrown-ii%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 18:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brown vs. Board of Education]]></category>
		<category><![CDATA[Igual Proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Segregação]]></category>

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		<description><![CDATA[As decisões em Brown são resultado de uma campanha de quase vinte anos feita pela NAACP – National Association for the Advancement of Colored People [Associação Nacional para o Progresso da População Negra]. Em meados da década de 1930, a NAACP ajuizou &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/05/12/brown-vs-board-of-education-347-u-s-483-1954-%e2%80%9cbrown-i%e2%80%9d-e-brown-vs-board-of-education-349-u-s-294-1955-%e2%80%9cbrown-ii%e2%80%9d/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=35&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">As decisões em <span style="font-style:italic;">Brown</span> são resultado de uma campanha de quase vinte anos feita pela <span style="font-style:italic;"><a href="http://www.naacp.org/home/index.htm"><span style="font-style:normal;"><em>NAACP – National Association for the Advancement of Colored People</em></span></a></span> [Associação Nacional para o Progresso da População Negra]. Em meados da década de 1930, a NAACP ajuizou diversas ações nos estados e na justiça federal, questionando a política de segregação racial em lugares públicos e em ambientes escolares, conhecida como regime “Jim Crow”*. Com isso, tentava-se abolir este regime e melhorar, sobretudo, a educação pública dos afro-americanos. O principal obstáculo à pretensão da NAACP era o precedente criado em <span style="font-style:italic;">Plessy vs. Ferguson</span>, julgado em 1896, no qual a Suprema Corte decidiu, por 7 votos contra 1, que a segregação racial em locais públicos era “razoável” e não violava a Cláusula da Igual Proteção da Décima Quarta Emenda. Para a NAACP, não era interessante confrontar <span style="font-style:italic;">Plessy</span> diretamente. A estratégia era derrubá-lo aos poucos.</p>
<p style="text-align:justify;">O regime “Jim Crow” começou a ruir em 1938, quando a Suprema Corte norte-americana declarou inconstitucional restringir o acesso de estudantes negros à faculdade de Direito da Universidade do Missouri, em <span style="font-style:italic;">Missouri ex rel. Gaines vs. Canada</span>. Decisões posteriores pratrocinadas pela NAACP continuaram enfraquecendo o regime; na maioria dos casos, a questão envolvia transporte público e educação.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/05/brown.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-99" title="brown" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/05/brown.jpg?w=640" alt=""   /></a>O maior passo se deu em 1948, quando o Procurador-Geral dos Estados Unidos assinou, pela primeira vez, uma petição, na qualidade de <span style="font-style:italic;">amicus curiae</span>, no caso <span style="font-style:italic;">Shelley vs. Kraemer</span>, o que sinalizou apoio à estratégia da NAACP. Em 1950, um outro importante passo foi dado: a Corte, em <span style="font-style:italic;">McLaurin vs. Oklahoma State Board of Regents</span>, declarou inconstitucional a segregação nas escolas técnicas, estendendo a mesma decisão às faculdades de Direito em <span style="font-style:italic;">Sweatt vs. Painter</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">O maior desafio para NAACP era conseguir uma ordem judicial que impusesse aos Estados o fim da segregação racial.</p>
<p style="text-align:justify;">A Corte passou o verão de 1953 refletindo sobre a possibilidade de concessão da ordem, quando o destino interveio: o juiz Fred Vinson, até então presidente da Corte, e que redigiu a decisão dos casos <span style="font-style:italic;">Sweatt</span> e <span style="font-style:italic;">McLaurin</span>, hesitando em impor, por meios judiciais, o fim da segregação nos Estados, morreu subitamente. Para ocupar seu lugar, o presidente Dwight Eisenhower indicou o ex-governador da Califórnia, Earl Warren. Naquele ano, Warren convenceu os demais juízes a decidir o mérito e deixar a discussão sobre a ordem judicial para outra ocasião. Por essa razão, fala-se em “Brown I” e “Brown II”.</p>
<p style="text-align:justify;">Em &#8220;Brown I&#8221;, a Corte afirmou que a doutrina do “separados, mas iguais”, firmada em <span style="font-style:italic;">Plessy</span>, “não tinha mais lugar no campo da educação pública”. Como dizem os analistas, se em &#8220;Brown I&#8221; teve-se uma “clareza moral sem fundamento teórico”, em &#8220;Brown II&#8221;, decidido um ano depois, faltaram as duas coisas. A NAACP havia formulado o pedido de ordem judicial que determinasse imediata integração racial ou que, pelo menos, estabelecesse um prazo para tanto. A Corte, receando ser recepcionada com hostilidade e violência a decisão que acolhesse o pedido da NAACP, limitou-se a exigir que os Estados procedessem à integração racial “à toda velocidade possível”. Assim, uma Corte, firme quanto ao mérito em 1954, mostrava-se agora bastante insegura, a ponto de tomar uma decisão ambígua, senão vazia, quanto à ordem para concretizar o direito à igualdade entre negros e brancos, que havia reconhecido. Por conta disso, vários obstáculos e dificuldades foram postos pelos Estados para efetivar a integração racial.</p>
<p style="text-align:justify;">“Brown I” foi julgado em 17 de maio de 1954, e decidido à unanimidade. “Brown II” foi julgado em 31 de maio de 1955, e decidido à unanimidade.</p>
<p style="text-align:justify;">*O &#8220;regime Jim Crow&#8221; eram leis estaduais e locais decretadas nos estados sulistas e limítrofes nos Estados Unidos, em vigor entre 1876 e 1965, e que discriminavam afro-americanos, asiáticos e outros grupos minoritários. A &#8220;era Jim Crow&#8221; se refere ao tempo em que esta prática ocorria. As leis mais importantes exigiam que os locais, escolas e transportes públicos tivessem instalações separadas para brancos e negros.<br />
Jim Crow era o nome de um personagem representado por Daddy Rice, um comediante da década de 1830 que pintava seu rosto com carvão vegetal e dançava e cantava em espetáculos, caricaturando uma pessoa negra tola, que fazia e dizia disparates. Por volta de 1950, essa personagem, que estereotipava a inferioridade dos negros, tornou-se regra nos espetáculos de sátira. Tornou-se depois também um apelido para as leis e atos racistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, uma cidadã americana negra e sua filha na escadaria da Suprema Corte um dia após a decisão tomada em <span style="font-style:italic;">Brown</span>, segurando o jornal local que noticiava em sua primeira página: &#8220;Suprema Corte proíbe segregação em escolas públicas&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=35&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Korematsu vs. United States, 323 U.S. 214 (1944)</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[323 U.S. 214 (1944)]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Individuais]]></category>
		<category><![CDATA[Korematsu vs. United States]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Após o ataque japonês a Pearl Harbor, o presidente Franklin D. Roosevelt autorizou a remoção militar de cidadãos norte-americanos descendentes de japoneses das áreas consideradas críticas para a defesa nacional e vulneráveis à espionagem. Fred Toyosaburo Korematsu, um norte-americano de &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/05/11/korematsu-vs-united-states-323-u-s-214-1944/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=33&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Após o ataque japonês a Pearl Harbor, o presidente Franklin D. Roosevelt autorizou a remoção militar de cidadãos norte-americanos descendentes de japoneses das áreas consideradas críticas para a defesa nacional e vulneráveis à espionagem.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/05/foto11.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-108" title="foto1" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/05/foto11.jpg?w=640" alt=""   /></a>Fred Toyosaburo Korematsu, um norte-americano de origem japonesa, residia na cidade de Oakland, Estado da Califórnia. Quando o general John L. DeWitt, responsável pela defesa do espaço aéreo nacional, ordenou a apresentação dos nipo-americanos para remoção aos campos de segurança, Korematsu negou-se ao cumprimento da ordem, e fugiu para uma cidade vizinha. Korematsu começou a utilizar outro nome e fez cirurgias para alterar a aparência, fazendo-se, então, passar por um norte-americano descendente de espanhóis e, por vezes, de mexicanos. Descoberto em 30 de maio de 1942, Korematsu foi preso, condenado e sentenciado a cinco anos de prisão por uma corte federal.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso chegou à Suprema Corte norte-americana que, por 6 votos contra 3, declarou constitucional a medida do governo de confinar os nipo-americanos.<br />
Sustentou-se na decisão, redigida pelo juiz Hugo Black, que a necessidade de proteger a nação de espionagem preponderava face aos direitos individuais de Korematsu e dos demais norte-americanos descendentes de japoneses.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1980, o presidente Jimmy Carter nomeou comissão especial para investigar o confinamento dos nipo-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Conclui-se que muitas remoções foram precipitadas e motivadas por preconceitos raciais.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1988, o Congresso norte-americano pediu, em nome da nação, desculpas aos nipo-americanos e seus familiares, concedendo indenizações no valor de vinte mil dólares para cada vítima ainda viva.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1998, o presidente Bill Clinton concedeu a <span style="font-style:italic;">Presidential Medal of Freedom</span> a Korematsu, que faleceu em 2005.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <span style="font-style:italic;">Korematsu</span> foi julgado em 18 de dezembro 1944, e decidido por 6 votos contra 3.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, Fred Korematsu recebendo, em 1998, medalha do Presidente Bill Clinton.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=33&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">foto1</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Roe vs. Wade, 410 U.S. 113 (1973)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[410 U.S. 113 (1973)]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Privacidade]]></category>
		<category><![CDATA[Roe vs. Wade]]></category>

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		<description><![CDATA[No início da história americana, considerava-se o aborto uma prática mais perigosa que o próprio parto, diante da precariedade da incipiente medicina praticada no país naquela época. Isso tornava a prática do aborto algo muito raro e arriscado. Por esse &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/03/09/roe-vs-wade-410-u-s-113-1973/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=28&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">No início da história americana, considerava-se o aborto uma prática mais perigosa que o próprio parto, diante da precariedade da incipiente medicina praticada no país naquela época. Isso tornava a prática do aborto algo muito raro e arriscado. Por esse motivo, os legisladores do século XIX não consideravam necessário tornar o aborto uma prática criminosa.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, quando os avanços na medicina tornaram o aborto uma prática mais segura, alguns Estados, já nas últimas décadas do século XIX, passaram a proibi-la, sustentando a necessidade de proteção da saúde e vida da gestante. Com o advento do <span style="font-style:italic;">Comstock Act</span>, uma legislação federal aprovada em 1873, instrumentos e drogas utilizados para provocar abortos ou que servissem como contraceptivos passaram a ser considerados materiais &#8220;obscenos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">No início do século XX, conservadores e reformistas começaram a promover políticas de controle de natalidade, como forma de reduzir o número de membros das famílias, sobretudo das mais pobres. Convencidos da necessidade, 48 Estados americanos aprovaram, então, legislações que apoiavam o controle da natalidade em seus territórios. A descriminalização do controle de natalidade realçou a liberdade individual das mulheres, mas o uso de drogas e métodos contraceptivos não garantia, por si só, o direito à autodeterminação reprodutiva às mulheres. Relações sexuais poderiam ocorrer sem o consentimento das mulheres, dada a obrigação legal imposta a estas de satisfazerem os desejos de seus maridos, quando unidos em matrimônio. Mesmo quando as mulheres passaram a ter a liberdade de utilizar métodos contraceptivos, estes, contudo, ainda não eram tão confiáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">No início da segunda metade do século passado, a tão chamada revolução sexual foi responsável, a um só tempo, pelo desenvolvimento da ideia de igualdade de gênero e pelo aumento das pesquisas de drogas e novos métodos contraceptivos. Contudo, a despeito dos grandes avanços científicos nesta área, observou-se também, nas décadas de 1960 e 1970, um aumento significativo de situações e circunstâncias nas quais as mulheres desejavam praticar abortos. Começava, então, o desenvolvimento da noção de um direito constitucional à autonomia sexual.</p>
<p style="text-align:justify;">Na metade da década de 1960, o aborto ainda era considerado uma prática ilegal em todos os estados americanos, exceto quando considerado único meio de salvar a vida da gestante.<br />
Em 1965, no famoso caso <span style="font-style:italic;">Griswold vs. Connecticut</span>, a Suprema Corte pôs fim às legislações estaduais que proibiam a compra e criminalizavam o uso de drogas e instrumentos que provocassem abortos por casais não unidos em matrimônio. A Suprema Corte afirmou existir uma &#8220;zona de privacidade&#8221; à qual o Estado não deve ultrapassar, declarando com isso que as mulheres tinham o direito à autodeterminação sexual.</p>
<p style="text-align:justify;">No início da década de 1970, após a descoberta de que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Talidomida">Talidomida</a> &#8211; uma droga que muitas mulheres americanas tomavam para diminuir os enjôos matinais &#8211; poderia causar malformações congênitas de fetos e com a grande divulgação do caso da americana <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sherri_Finkbine">Sherry Finkbine</a>, que viajou à Suécia para realizar um aborto ao temer que seu filho nascesse com alguma deficiência mental ou física, a pressão pública pela descriminalização do aborto cresceu como nunca antes em todos os Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;">No caso <span style="font-style:italic;">Roe</span>, discutia-se a constitucionalidade de uma lei do Texas que criminalizava o aborto, salvo se sua prática fosse para proteger a vida da gestante. Era igualmente posta em dúvida a constitucionalidade de leis que autorizavam, desde que atendidas certas condições, a prática abortiva, como uma lei do Estado da Geórgia, que a permitia quando aprovada por uma junta médica do hospital em que seria realizada.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/03/img_08612.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-118" title="img_0861" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/03/img_08612.jpg?w=640" alt=""   /></a>A decisão da Corte, redigida pelo juiz Harry Blackmun, estabeleceu que os Estados têm o legítimo interesse de proteger a vida do feto, o que entretanto não lhes outorgava o poder de proibir o aborto em qualquer fase da gravidez. Blackmun dividiu então a gravidez em três períodos ou trimestres. Durante o primeiro trimestre, a mulher teria o direito irrestrito de realizar o aborto. Seria inconstitucional qualquer condição ao seu exercício, como a prévia internação ou a aprovação por uma junta médica do hospital. Durante o segundo trimestre, os Estados só poderiam restringi-lo caso o aborto apresentasse ameaça à vida da gestante. Somente no terceiro trimestre é que os Estados teriam o legítimo interesse de proibir a prática do aborto para proteger a vida do feto, a menos que a gestação pusesse em risco a vida da mãe.</p>
<p style="text-align:justify;">O juiz Blackmun fundamentou sua decisão com base no direito à privacidade, que decorria da Cláusula do Devido Processo Legal da Décima Quarta Emenda, e os juízes dissidentes, Byron White e William Rehnquist, criticaram a Corte por ter ela reconhecido um direito não previsto na Constituição norte-americana, embora já o sido em<span style="font-style:italic;"> Griswold vs. Connecticut, </span>julgado em 1965, quando a Corte declarou inconstitucional a legislação estadual que proibia casais unidos em matrimônio usar drogas ou outros meios contraconceptivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span style="font-style:italic;">Roe</span>, a Corte, de fato, deixou claro que qualquer lei estadual que proibisse o aborto para proteger o feto nos dois primeiros trimestres de gravidez, antes, portanto, do sétimo mês, seria inconstitucional. Desse modo, os Estados só poderiam proibir o aborto para proteger a &#8220;vida&#8221; do feto no terceiro e último trimestre.</p>
<p style="text-align:justify;">Anos depois, porém, alguns Estados ainda assim tentaram impor limites à prática do aborto. Em <em>Planned Parenthood of Central Missouri vs. Danforth,</em> de 1976, a Corte declarou inconstitucionais leis que exigiam o consentimento de esposo ou parentes para que as mulheres pudessem realizar abortos.</p>
<p style="text-align:justify;">A Corte, entretanto, vacilou algumas vezes. Em <em>H.L vs. Matheson</em>, julgado em 1981, a Corte sustentou ser constitucional a exigência de comunicação aos pais pelo médico, quando a gestante fosse menor, e ao cônjuge ou pai da criança. Em <em>Planned Parenthood Association of Kansas vs. Ashcroft</em>, de 1983, a Corte chegou a sustentar a necessidade de prévia internação da gestante. Contudo, em <em>Ohio vs. Akron Center of Reproductive Health</em>, de 1990, e em <em>Hodgson vs. Minnesota</em>, de 1991, a Corte declarou que exigência de autorizações a serem obtidas dos pais era inconstitucional.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <em>Planned Parenthood of Southeastern vs. Casey</em>, julgado em 1992, a Corte, no entanto, tomou uma decisão inesperada pela maioria dos americanos e juristas.</p>
<p style="text-align:justify;">É interessante observar que nos casos envolvendo o direito à privacidade, a Suprema Corte vem construindo a idéia de que leis que afetam a vida familiar e escolhas sexuais pessoais são tão íntimas que as pessoas devem ter a liberdade de fazerem suas próprias opções, não as deixando a cargo de decisões coletivas.</p>
<p style="text-align:justify;">Após mais de 35 anos, a decisão do caso <span style="font-style:italic;">Roe</span> ainda é uma das mais polêmicas na história da Suprema Corte americana. A ação foi ajuizada em nome de Jane Roe para assegurar que a verdadeira requerente, Norma McCorvey, não tivesse os fatos a respeito de sua gravidez revelados perante a Corte.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <span style="font-style:italic;">Roe</span> foi julgado em 22 de janeiro de 1973, e decidido por 7 votos contra 2.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, manifestantes em Washington, no dia do julgamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/11/07/nota-sobre-o-sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas/" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=28&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Washington vs. Glucksberg, 521 U.S. 702 (1997)</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[521 U.S. 702 (1997)]]></category>
		<category><![CDATA[Devido Processo Legal]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio Assistindo]]></category>
		<category><![CDATA[Washington vs. Glucksberg]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Washington vs. Glucksberg, argüiu-se que uma lei do Estado de Washington, que tornava crime o suicídio assistido, violava a Cláusula do Devido Processo Legal da Décima Quarta Emenda. A Corte Federal de Apelações da Nona Região, ao acolher esse argumento, &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/02/10/washington-vs-glucksberg-521-u-s-702-1997/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=27&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Em <em>Washington vs. Glucksberg</em>, argüiu-se que uma lei do Estado de Washington, que tornava crime o suicídio assistido, violava a Cláusula do Devido Processo Legal da Décima Quarta Emenda. A Corte Federal de Apelações da Nona Região, ao acolher esse argumento, declarou nula a lei estadual, afirmando que toda pessoa tem a liberdade de determinar a hora e a maneira de pôr fim à própria vida. A Suprema Corte, à unanimidade, reformou esta decisão.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/02/img_07782.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-123" title="img_0778" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/02/img_07782.jpg?w=640" alt=""   /></a>O juiz William Rehnquist, então da presidente da Corte, a quem coube redigir a decisão, rejeitou a alegação de que o conceito abstrato de “autonomia pessoal”, tal como descrito em <span style="font-style:italic;"><span style="font-weight:bold;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/03/09/roe-vs-wade-410-u-s-113-1973/" target="_self">Roe vs. Wade</a></span></span>, julgado em 1973, tornava plausível a defesa do direito ao devido processo legal substancial que permitisse o suicídio assistido. Rehnquist esclareceu que não havia, no caso, “um direito fundamental ao suicídio assistido” porque tal direito nunca estivera presente na tradição e história das nações civilizadas. A lei era válida por tutelar interesses relevantes do Estado, como a ética profissional na medicina, o resguardo dos médicos contra possíveis erros e a afirmação do valor intrínseco da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Vários juízes da Suprema Corte fizeram, no entanto, observações em seus votos concorrentes.</p>
<p style="text-align:justify;">A juíza Sandra Day O’Connor, por exemplo, afirmou que uma pessoa mentalmente responsável, que experimenta grande sofrimento, tem a possibilidade de ver reconhecido o seu direito de receber ajuda em circunstâncias de morte iminente.</p>
<p style="text-align:justify;">O juiz Rehnquist também reconheceu que a decisão dava abertura a posteriores debates.<br />
Como em vários outros casos, em vez de dar uma solução judicial ao país, a Corte de Rehnquist deixou a questão para ser resolvida pelas legislações estaduais.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em>Glucksberg</em> foi julgado em 26 de junho de 1997, e decidido à unanimidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, o <span style="font-style:italic;">Chief Justice</span> William Rehnquist (1924-2005).</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/11/07/nota-sobre-o-sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas/" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=27&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Texas vs. Johnson, 491 U.S. 397 (1989)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 00:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[491 U.S. 397 (1989)]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Emenda]]></category>
		<category><![CDATA[Texas vs. Johnson]]></category>

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		<description><![CDATA[Gregory Lee Johnson, membro da Revolutionary Communist Youth Brigade [Brigada da Juventude Revolucionária Comunista], queimou uma bandeira dos Estados Unidos em protesto à política de administração do Presidente Ronald Reagan durante a convenção do partido republicano, ocorrida na cidade de &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2010/01/27/texas-vs-johnson-491-u-s-397-1989/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=24&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Gregory Lee Johnson, membro da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Revolutionary_Communist_Youth_Brigade"><em>Revolutionary Communist Youth Brigade</em></a> [Brigada da Juventude Revolucionária Comunista], queimou uma bandeira dos Estados Unidos em protesto à política de administração do Presidente Ronald Reagan durante a convenção do partido republicano, ocorrida na cidade de Dallas, em 1984. Muitos espectadores sentiram-se ofendidos com a atitude de Johnson. Foi ele então multado em dois mil dólares, preso, condenado e sentenciado à pena de um ano de detenção por violar uma lei do Estado do Texas que criminalizava a queima da bandeira estadual ou nacional.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/01/photo1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-125" title="photo" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2010/01/photo1.jpg?w=640" alt=""   /></a>Johnson, declarando que sua atitude era uma expressão “simbólica” protegida pela Primeira Emenda à Constituição norte-americana, interpôs recurso, em virtude do qual a Corte de Apelações Criminais do Texas reformou a decisão.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso chegou à Suprema Corte norte-americana, que decidiu em favor de Johnson, por 5 votos contra 4.</p>
<p style="text-align:justify;">Coube ao juiz William Brennan Jr. redigir a decisão da maioria. Em seu voto, Brennan afirmou inexistirem evidências de que a atitude de Johnson configurava iminente distúrbio da paz pública, como alegara o procurador do Estado do Texas, e que a proteção, dada pela legislação texana, à bandeira enquanto símbolo nacional merecedor de respeito não era cabível quando a queima desta representasse um protesto político. “Se há um princípio fundamental na Primeira Emenda”, afirmou Brennan, “é o de que o Estado não pode proibir a expressão de uma idéia pelo simples fato de a sociedade considerar a idéia em si mesma ofensiva ou nociva”.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste caso, manifestou-se a Suprema Corte, pela primeira vez, sobre questão de a Primeira Emenda proteger a irreverência à bandeira norte-americana como forma “simbólica” de expressão.</p>
<p style="text-align:justify;">A Corte havia julgado outros casos que envolviam a utilização da bandeira norte-americana como forma de expressão (ver <em>Street vs. New York</em>, julgado em 1969; <em>Smith vs. Goguen</em>, julgado em 1974; e <em>Spence vs. Washington</em>, julgado em 1974). Em todos eles, porém, não se posicionou claramente sobre a questão.</p>
<p style="text-align:justify;">Meses depois, e como forma de reação política, o Congresso norte-americano, pretendendo revogar a decisão tomada pela Suprema Corte em <em>Johnson</em>, aprovou o <em>Flag Protection Act</em>. Apesar disso, e seguindo o fundamento dado em <em>Johnson</em>, a Suprema Corte, em 1990, declarou inconstitucional o <em>Flag Protection Act</em> no caso <em>United States vs. Eichman</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em>Johnson</em> foi julgado em 21 de junho de 1989, e decidido por 5 votos contra 4.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, à direita, Gregory Lee Johnson ao lado do seu advogado.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/11/07/nota-sobre-o-sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas/" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=24&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Romer vs. Evans, 517 U.S. 620 (1996)</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 14:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alonsofreire</dc:creator>
				<category><![CDATA[517 U.S. 620 (1996)]]></category>
		<category><![CDATA[Gays]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Romer vs. Evans]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a expansão do movimento gay nos Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990, a necessidade de definição da “posição constitucional” dos homossexuais norte-americanos passou a ser uma questão de ordem. Diferentemente do que ocorria em relação a outros &#8230; <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/12/20/romer-vs-evans-517-u-s-620-1996/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=20&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Com a expansão do movimento <em>gay</em> nos Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990, a necessidade de definição da “posição constitucional” dos homossexuais norte-americanos passou a ser uma questão de ordem. Diferentemente do que ocorria em relação a outros grupos, como o dos afro-americanos, a Suprema Corte recusava-se a tratar a legislação sobre os gays como “suspeita”.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <em><a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/12/06/bowers-vs-hardwick-478-u-s-186-1986/" target="_self">Bowers vs. Hardwick</a></em>, julgado em 1986, a Corte recusou-se a declarar nula uma lei do Estado da Virgínia que proibia a sodomia.</p>
<p style="text-align:justify;">Passados dez anos, os homossexuais ganharam maior visibilidade, o que lhes custou conflitos diretos com cristãos e outros grupos conservadores que ainda hoje condenam relações entre indivíduos do mesmo sexo.</p>
<p style="text-align:justify;">O contraste entre a prática sexual tradicional e o estilo de vida gay tornou-se particularmente nítido no Colorado, Estado norte-americano que, embora bastante conservador, abrigava cidades liberais, como Denver, Aspen e Boulder.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2009/12/img_04481.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-132" title="img_0448" src="http://direitoconstitucionalamericano.files.wordpress.com/2009/12/img_04481.jpg?w=640" alt=""   /></a>No início da década de 1990, tais cidades aprovaram leis que criminalizavam o preconceito ou a discriminação contra homossexuais. Em resposta a essas legislações progressistas e liberais, grupos religiosos fundamentalistas e outros defensores dos “valores da família” apoiaram e fizeram aprovar uma emenda à Constituição do Colorado que tornava nulo qualquer ato do poder público destinado à proteção das pessoas de acordo com a sua orientação sexual ou estilo de vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Grupos gays ativistas, organizações liberais, inclusive religiosas, a <em><a href="http://www.aclu.org/">American Civil Liberties Union</a> </em>[União Americana em prol das Liberdades Civis], bem como a  <em><a href="http://www.naacp.org/home/index.htm">National Association for the Advancement of Colored People</a> -<em>NAACP </em><span style="font-style:normal;">[Associação Nacional para o Progresso da População Negra]</span></em> ajuizaram uma ação contra a referida emenda na Suprema Corte do Estado do Colorado, que a declarou inconstitucional sob o fundamento de que violava a Cláusula da Igual Proteção da Décima Quarta Emenda.</p>
<p style="text-align:justify;">O Estado do Colorado, por meio de seu governador, Roy Romer, levou a questão à Suprema Corte norte-americana e sustentou que a emenda não discriminava os homossexuais: simplesmente revogava direitos especiais que lhes havia sido concedidos e que, entretanto, não foram estendidos a outros grupos.</p>
<p style="text-align:justify;">Representados por Richard Evans, ativista gay coordenador de uma pesquisa sobre o HIV em Denver, os críticos da emenda alegaram que a sua promulgação refletia o preconceito, por parte de uma maioria do Estado, contra os homossexuais.</p>
<p style="text-align:justify;">O juiz Anthony Kennedy, que redigiu a decisão em nome da maioria, manteve a decisão da corte estadual, evocando dois principais argumentos do famoso voto dissidente proferido pelo juiz John Marshall Harlam no caso <em>Plessy vs. Fergunson</em>, julgado em 1896: “A Constituição”, transcreveu Kennedy, “não conhece nem tolera classes entre cidadãos”, tendo a emenda em questão o único propósito de “torná-los [os homossexuais] desiguais em relação a todos os demais”. Kennedy, porém, negou-se a reconhecer que a legislação sobre os homossexuais deveria ser tida por “suspeita”. O mais importante, todavia, foi a conclusão da Corte de que a criação de direitos “especiais” para proteger homossexuais constituía simplesmente uma manifestação do princípio da igualdade.</p>
<p style="text-align:justify;">A partir de então, os Estados ficaram impedidos de legislar com o propósito de “desproteger” minorias.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso <em>Romer</em> foi julgado em 20 de maio de 1996, e decidido por 6 votos contra 3.</p>
<p style="text-align:justify;">Na foto, demantes representados por Richard Evans.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreenda o sistema de referência oficial às decisões judiciais norte-americanas clicando <a href="http://direitoconstitucionalamericano.org/2009/11/07/nota-sobre-o-sistema-de-referencia-oficial-as-decisoes-judiciais-norte-americanas/" target="_self">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/direitoconstitucionalamericano.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitoconstitucionalamericano.org&amp;blog=15154249&amp;post=20&amp;subd=direitoconstitucionalamericano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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